NOTA CONCEPTUAL DA BIENAL MOAC BISS 2027: DJIDIUNDADI – INTEMPORALIDADE E UTOPIAS

Para a Bienal de Bissau 2027 cujo lema Djiudiundi – Intemporalidade e Utopias, apresentamos a Nota Conceptual, um documento orientador fundamentado nos ideais da MoAC Biss e ao mesmo tempo voltado para as ações que guiarão a organização do próprio evento. Convidamos a todas as pessoas a consultarem o documento através do link como forma de estarem a par da concepção e de toda a estruturação curatorial.

“A BIENAL DE ARTE E CULTURA DA GUINÉ-BISSAU nasce da necessidade de promover a arte contemporânea guineense através da realização de eventos culturais de grande envergadura, de criar oportunidades de formação e mobilidade para artistas, produtos e produtores, e de dinamizar debates públicos em torno de políticas que contribuam para melhorar o ecossistema cultural e da economia criativa do país. Assim, pretende também reforçar a internacionalização da Guiné-Bissau como palco de grandes eventos culturais.

A edição da Bienal em 2027 propõe, através do lema “Djidiundadi — Intemporalidade e Utopias”, uma reflexão profunda sobre o papel do artista enquanto guardião da memória, transmissor de conhecimento e agente de transformação social.

A palavra Djidiu, termo utilizado na Guiné-Bissau para designar o Griot, remete-nos para uma figura central nas sociedades tradicionais da África Ocidental, particularmente no seio das civilizações Mandinga, Fula ou Bambara, onde estes músicos, poetas e cronistas assumiam a responsabilidade de preservar e transmitir a história, os valores, a filosofia e a identidade dos seus povos.”

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