Foi com profunda tristeza que a Fundação MoAC Biss recebeu a notícia do falecimento de Albano Mendes. Um homem da cultura e etnografia da nossa terra que muito trabalhou e contribuiu pela afirmação dos saberes tradicionais a partir dos conhecimentos endógenos dos diferentes grupos étnico e através de aprendizagem e práticas artesanais e culturais; dedicou-se muito para a afirmação e continuação do Museu Etnográfico Guineense, do qual foi o seu primeiro Diretor.

O seu legado continuará vivo e presente pelo seu envolvimento no cenário cultural guineense como também pela sua colaboração ativa pelo resgate das peças mais icónicas do museu, um trabalho que fez em colaboração com a Fundação MoAC Biss, em julho de 2025, formando jovens, partilhando experiências e aprendizagens.

A MoAC Biss endereça sentida homenagem à familiares e amigos de Albano Mendes.

FUNDAÇÃO BIENAL MOAC BISS🇬🇼

The 2027 edition of the Biennial proposes, through the motto “Djidiundadi — Timelessness and Utopias”, a profound reflection on the role of the artist as guardian of memory, transmitter of knowledge and agent of social transformation. The word Djidiu, a term used in Guinea-Bissau to designate the Griot, refers to a central figure in the traditional societies of West Africa, particularly within the Mandinka, Fula or Bambara civilizations, where these musicians, poets and chroniclers assumed the responsibility of preserving and transmitting the history, values, philosophy and identity of their peoples.

The MoAC Biss Biennial Foundation is opening applications for the second edition of the MoAC Biss Biennial 2027 in four (4) curatorial areas:

 – Conferences and Public Policies

 – Performing Arts and Moving Images

 – Literature

 – Plastic and Visual Arts

For more information, access the call for entries via the linkHERE

To apply, you can access the link HERE

O filme SONA, rodado em Bissau, entre fevereiro e março de 2026, escrito e realizado por Binete Undonque, com produção de Yun Choi, conquistou no passado 4 de junho, dois prémios: Melhor Filme e Melhor Filme Inclusivo, pela qualidade artística, narrativa e o impacto social da obra. O projeto recebeu ainda uma Menção Especial de Realização atribuída a Binete Undonque, distinguindo a sua visão criativa e ambição.

O evento teve lugar no British Film Institute (BFI), em Londres, durante a primeira exibição dos filmes produzidos pelos estudantes finalistas da School of Arts and Creative Industries da London South Bank University, contando com a presença de profissionais da indústria cinematográfica e de um júri composto por representantes de entidades de referência, entre as quais Film London, MUBI e Sony, que avaliaram os projetos apresentados nas diversas categorias a concurso. Entre os 23 filmes exibidos, o filme SONA destacou-se ao conquistar os dois prémios ssupramencionados.

Em SONA, as personagens são exclusivamente femininas.  Explora tensões entre tradição, expectativas familiares e autonomia feminina, mulheres complexas, multifacetadas, com desejo e vontade de conquistar o universo que as circunda. Nesta curta-metragem  propõe-se uma refelxão sobre o direito de escolha das jovens mulheres; o peso das convenções cultuaris e os desafios da construção de um futuro próprio.

O filme Sona teve apoio à produção da Fundação Bienal MoAC Biss.

A edição da Bienal em 2027 propõe, através do lema “Djidiundadi — Intemporalidade e Utopias”, uma reflexão profunda sobre o papel do artista enquanto guardião da memória, transmissor de conhecimento e agente de transformação social. A palavra Djidiu, termo utilizado na Guiné-Bissau para designar o Griot, remete-nos para uma figura central nas sociedades tradicionais da África Ocidental, particularmente no seio das civilizações Mandinga, Fula ou Bambara, onde estes músicos, poetas e cronistas assumiam a responsabilidade de preservar e transmitir a história, os valores, a filosofia e a identidade dosseus povos.

A Fundação Bienal MoAC Biss abre candidaturas para a segunda edição da Bienal MoAC Biss 2027 em quatro (4) áreas curatoriais:

 – Conferências e Políticas Públicas

 – Artes Performativas e da Imagem em Movimento

  – Literatura

 – Artes Plásticas e Visuais

Para ter mais informações visite o edital através do link AQUI 

Para se candidatar pode aceder o link AQUI 

 

Nossas ações têm sido de agregar mais parcerias. Posicionar-nos perante o mundo artístico-cultural contemporâneo e de eventos internacionais. Nessa senda, a Bienal de Bissau através de vários esforços acaba por integrar a BienarSur – Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul – cujas atividades se distribuem ao nível dos cinco continentes, enfatizando assim o respeito pelas singularidades e pela diversidade, redefinindo posições tradicionais, complexificando relações, recuperando tradições e estabelecendo novas ligações entre espaços.

Dedicado à arte, cultura e pensamento contemporâneos, BienalSur é descentralizado, democrático, horizontal e humanista, abordando as mais diversas questões da nossa época. É também o maior evento cultural em atividade, abrangendo uma rede de 130 espaços em 76 cidades de 34 países nos cinco continentes. Agora a Guiné-Bissau está inserida nesta rede através da Bienal MoAC Biss, criando oportunidades de formação e mobilidade para artistas, produtos e produtores, contribuindo assim para a afirmação do país no panorama mundial da arte contemporânea.

O acordo de parceria assinado entre as duas instituições passam por desenvolvimento de ações conjuntas nas áreas da formação, assistência curatorial e mobilização de recursos, de forma a estabelecer práticas que serão realizadas no âmbito das atividades da segunda BIENAL MOAC BISS a acontecer durante todo o mês de maio, sob lema Djidiundadi: Intemporalidade e Utopias e a sexta edição da BIENALSUR, sem uma temática preestabelecida e com metodologia convocatória aberta e livre, a acontecer de junho a dezembro, ambos em 2027.

Este marco constitui uma grande responsabilidade para a Bienal de Bissau e ao mesmo tempo para todos os artistas que pretendem demonstrar os seus trabalhos além fronteira.

Para a Bienal de Bissau 2027 cujo lema Djiudiundi – Intemporalidade e Utopias, apresentamos a Nota Conceptual, um documento orientador fundamentado nos ideais da MoAC Biss e ao mesmo tempo voltado para as ações que guiarão a organização do próprio evento. Convidamos a todas as pessoas a consultarem o documento através do link como forma de estarem a par da concepção e de toda a estruturação curatorial.

“A BIENAL DE ARTE E CULTURA DA GUINÉ-BISSAU nasce da necessidade de promover a arte contemporânea guineense através da realização de eventos culturais de grande envergadura, de criar oportunidades de formação e mobilidade para artistas, produtos e produtores, e de dinamizar debates públicos em torno de políticas que contribuam para melhorar o ecossistema cultural e da economia criativa do país. Assim, pretende também reforçar a internacionalização da Guiné-Bissau como palco de grandes eventos culturais.

A edição da Bienal em 2027 propõe, através do lema “Djidiundadi — Intemporalidade e Utopias”, uma reflexão profunda sobre o papel do artista enquanto guardião da memória, transmissor de conhecimento e agente de transformação social.

A palavra Djidiu, termo utilizado na Guiné-Bissau para designar o Griot, remete-nos para uma figura central nas sociedades tradicionais da África Ocidental, particularmente no seio das civilizações Mandinga, Fula ou Bambara, onde estes músicos, poetas e cronistas assumiam a responsabilidade de preservar e transmitir a história, os valores, a filosofia e a identidade dos seus povos.”

Este catálogo é produzido no âmbito da primeira Bienal de Mostra de Arte e Cultura da Guiné-Bissau 2025, sob lema MANDJUANDADI- IDENTIDADES EM LIBERDADE. Um produto vivo da memória histórica e visual de tudo o que aconteceu durante a programação da Bienal de Bissau no ano de 2025. Convidamos a todos a comprarem de modo a poderem estar mais próximos. Para a aquisição desta obra comente nesta publicação e faremos o devido seguimento.

“A Guiné-Bissau possui um rico, diversificado e dinâmico mosaico cultural. As cosmovisões alicerçadas nas tradições populares dos diferentes grupos étnicos geraram e moldaram vivências, práticas, saberes, rituais, manifestações, festividades, linguagens, expressividades e criações artísticas em diferentes contextos espaciotemporais, cujos ativos transportam grande valor simbólico e constituem a matriz do que se designa por “guinendadi”.

A MoAC Biss assume-se como um mecanismo de mobilização de visões, objetivos, resultados e ações capazes de produzir mudanças na forma como é abordada a arte e a cultura, um mecanismo que assenta num processo de diálogo que resulte na construção de estratégias múltiplas, tanto na caracterização setorial como na definição dos eixos estratégicos prioritários, partindo do potencial produtivo, económico e da disponibilidade e circulação dos produtos e produtores culturais nos mercados nacionais e internacionais. 

A concretização desse programa só é possível graças ao somatório de parcerias estratégicas estabelecidas ao nível do sector privado e da cooperação bi/ multilateral, que em muito contribui para a mobiliza- ção dos equipamentos necessários, para a deslocação de artistas e pensadores globais à Guiné-Bissau e para que as ações da Bienal possam ter a cobertura e divulgação necessárias.”

 

Nos dias 25, 28, 29 e 30 de Maio, decorre em Lisboa o Colóquio em torno do legado intelectual, político e cultural de Mário Pinto de Andrade, figura central do pensamento anticolonial africano, fundador do MPLA, ensaísta, etnógrafo, tecelão de redes transnacionais entre África, Europa e as diásporas negras. Para mais informações, descarregue aqui o programa completo do evento em PDF e livro de resumos também em PDF aqui.

 

A Fundação MoAC Biss tem o prazer de convidar o público guineense, jornalistas, associações culturais, criadores e produtores culturais, artistas e amantes de arte e cultura, para a inauguração da exposição Mostra de Materiais Diversos, no âmbito da residência artística Kaminhus di Arti – Memória, Produções e Movimento, no dia sábado, 9 de maio, às 17h:00, na Tiniguena, Bissau.

Assinalando os 50 anos da independência dos PALOP, “Kaminhus di Arti” propõe uma reflexão crítica e criativa sobre os caminhos decoloniais já trilhados e os futuros possíveis, convocando a arte como espaço de pensamento, memória e transformação.

Sob a curadoria de Bárbara Wahnon, Rita de Matos e Welket Bungué, e inspirada na figura do Djidiu — guardião da oralidade, da história e da transmissão da cultura — a residência artística de 3 semanas, desenvolve processos que cruzam performance, som, imagem, texto e artes plásticas, afirmando práticas artísticas enraizadas na relação com o território e com o coletivo.

A exposição apresenta os resultados deste processo, reunindo cinco artistas multidisciplinares — três artistas internacionais convidados com percurso consolidado, entre os quais, Kimi Djabaté (Djidiu, Músico, Guiné Bissau), Melissa Rodrigues (Artista visual, Arte-educadora, Artista performer, Cabo Verde) e António Tavares (Coreógrafo, Artista performer, Agitador Cultural, Cabo-Verde) e dois artistas nacionais emergentes e residentes na Guiné Bissau, selecionados através de uma open-call, entre os quais, a dupla Ismael Cassamá & Idumo Ricardo L. Costa (Teatro, Artista performer, Dança) e Quimenaghalo Catinimbo (Artesã Têxtil, Artes Plásticas) — num diálogo intergeracional que atravessa linguagens, experiências e geografias.

Este projeto integra o programa de preparação da Bienal de Bissau 2027 e conta com o financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian e apoio do Instituto Camões.

Contamos com a sua presença para celebrar este momento.

A Equipa do Projeto Kaminhus di Arti

A Bienal de Arte e Cultura da Guiné-Bissau — MoacBis apresenta a Comissão de Honra da sua 2ª edição, reunindo um conjunto de personalidades de reconhecido mérito nas áreas da cultura, pensamento, investigação e criação.

Composta por escritores, investigadores, economistas, artistas e profissionais de diferentes geografias, a Comissão de Honra reflete a dimensão plural e transdisciplinar que orienta a Bienal. Os seus percursos e contributos, marcados por experiências diversas, acrescentam valor crítico e simbólico a este encontro internacional.

Mais do que uma instância representativa, a Comissão de Honra afirma-se como um espaço de convergência de visões e sensibilidades, contribuindo para o fortalecimento do posicionamento da Bienal enquanto plataforma de diálogo, reflexão e produção cultural contemporânea.

Ao integrar vozes provenientes de diferentes contextos, a Bienal MoacBis reforça o seu compromisso com a construção de pontes entre territórios, saberes e práticas, promovendo a cultura como ferramenta de pensamento e transformação social.

Fundação Bienal MoAC Biss