Nos tempos que correm onde impera a lei do mais forte, onde se faz a apologia do mais poderoso e se legitima o direito que os novos imperadores revindicam sobre os mais fracos e indefesos. Quando as leis são descartadas e o direito universal é ignorado em todas as suas vertentes, desacreditado e mesmo confiscado, e isto à esfera global, mas não só… é só olhar em nosso redor…
Onde os ditadores estão na moda e exigem a subjugação total dos que consideram ser seus simples súbitos, pelo direito que a sua força, o seu poder lhes dá, esmagando e desacreditando aqueles que ousam fazer-lhes frente ou mesmo ousam simplesmente questionar as medidas e decisões que tomam e impõem implacavelmente a todos.
Imbuídos da sua autoridade imperial, indiferentes aos danos, ao sofrimento que provocam, acarretando custos elevadíssimos para o planeta e para os milhões de pobres e excluídos com quem partilhamos esta mesma Terra?
O que resta então ao simples cidadão?
A cultura, é certamente uma força inquestionável que nos resta!
Mais do que nunca precisamos de nos reunir, de nos ancorar, de nos inspirar na cultura para nos proteger contra os novos imperadores que proliferam um pouco por todo o lado para reencontrar e preservar a nossa identidade, a nossa humanidade.

Bem-vindos à Moransa di Kultura!
Bem-vidos à 1ª Bienal de Arte e Cultura da Guiné-Bissau!
Saúdo a coragem, a resistência, a irreverência, a ousadia da Moransa di Kultura, Kasa ku no Djunta!
Pa no ka diskisi di nunde ku no sai, nunde ku no sta, nunde ku no pui no raiz, no pe, no kurpo, no korson, no alma!
I na Kultura, no Bildjiti di Identidadi, na un mundu ku precisa di kada célula, cada ADN di manga di cultura ku Mundu tene inda,
Para podermos reencontrar nossa razão de ser, o que nos distingue ou diferencia, o que nos une, o que constitui bem-comum a defender por todos, a Paz, a Justiça e a Prosperidade, entre os maiores tesouros.
Para podermos encontrar e unir forças para nos batermos pelos nossos direitos, pela nossa identidade, e resgatar a base da nossa humanidade.

KULTURA I URGENTE!!!
Saúdo todos aqueles que, inspirados na nossa cultura, na nossa guineendade, ousaram sonhar, acreditaram na força propulsora da cultura, mobilizaram e juntara-se a outros como eles, e unidos como os dedos de uma mão, lançaram as pedras deste edifício.
Guiados pelo mesmo sonho, animados por uma visão partilhada, construíram as fundações e os pilares desta magnífica Moransa di Kultura, hoje transformada em Fundação!
Tive o privilégio de ser convidada a um almoço com vários companheiros amantes da cultura guineense, onde os pioneiros desta iniciativa partilharam o seu sonho e nos convidaram a nos juntar para fazer do sonho uma realidade.
Foi em Maio de 2022. E foi então, nesse memorável almoço servido no espaço Cozinha da Terra, que surgiu o nome: MORANSA DI KULTURA! E foi partilhada a ideia da realização da bienal de Mostra de Arte e Cultura, que acabaria por adotar a sigla MoAC Biss e transformar-se em Fundação, juridicamente reconhecida um ano depois, em Outubro 2023.
Hoje, estou imensamente grata e feliz em me juntar a todos vós para o ato de lançamento da 1ª Bienal de Arte e Cultura de Bissau!
Bem vidos à Moransa di Kultura – kasa ku no djunta!

Bissau, 11 fevereiro 2025
Augusta Henriques (Membro da Comissão de Honra da 1ªBienal MoAC Biss 2025)

A 25 de novembro de 2024, procedeu-se ao Lançamento Oficial do Website da Fundação BIENAL MoAC Biss. O ato realizado e transmitido em direto a partir dos estúdios da RDP África em Lisboa, também acompanhado nas redes sociais da entidade promotora (bienal.moacbiss23) e na página NôStaDjuntu. O  jornalista Nuno Sarinha, igualmente Membro da Comissão de Honra da Primeira Bienal de Bissau, foi quem conduziu a conversa na qual participaram o Coordenador da Bienal, Miguel de Barros, e os curadores Nú Barreto (Artes Plásticas e Visuais), Welket Bungué (Artes Performativas e Imagem em Movimento), Zaida Pereira (Literatura) e António Spencer Embaló (Conferências e Políticas Públicas).

O Website da bienalmoacbiss.org é um portal virtual que congrega três dimensões principais: a) a dimensão institucional (Fundação BIENAL MoAC Biss), concebida para a divulgação de notas informativas e oficiais; b) a dimensão do evento (Bienal MoAC Biss/Bienal de Bissau 2025), para a divulgação de informações curatoriais e detalhes da programação da Bienal a acontecer no próximo ano; e, c) a dimensão da interação que visa fomentar uma relação ativa com o público por meio de  inquéritos,  inscrição nas atividades, redes sociais; espaço para comentários e sugestões construtivas.

O portal foi pensado como um ponto de encontro virtual, disponível em mais de cinco idiomas, permitindo que visitantes de diferentes partes do mundo possam “desvendar as maravilhas do passado, inspirar o presente e moldar o futuro com MoAC Biss (Mostra das Artes e Cultura da Guiné-Bissau.”

Fundação BIENAL MoAC Biss

Site já está disponível

Nos Estúdios da RDP África