Nossas ações têm sido de agregar mais parcerias. Posicionar-nos perante o mundo artístico-cultural contemporâneo e de eventos internacionais. Nessa senda, a Bienal de Bissau através de vários esforços acaba por integrar a BienarSur – Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul – cujas atividades se distribuem ao nível dos cinco continentes, enfatizando assim o respeito pelas singularidades e pela diversidade, redefinindo posições tradicionais, complexificando relações, recuperando tradições e estabelecendo novas ligações entre espaços.

Dedicado à arte, cultura e pensamento contemporâneos, BienalSur é descentralizado, democrático, horizontal e humanista, abordando as mais diversas questões da nossa época. É também o maior evento cultural em atividade, abrangendo uma rede de 130 espaços em 76 cidades de 34 países nos cinco continentes. Agora a Guiné-Bissau está inserida nesta rede através da Bienal MoAC Biss, criando oportunidades de formação e mobilidade para artistas, produtos e produtores, contribuindo assim para a afirmação do país no panorama mundial da arte contemporânea.

O acordo de parceria assinado entre as duas instituições passam por desenvolvimento de ações conjuntas nas áreas da formação, assistência curatorial e mobilização de recursos, de forma a estabelecer práticas que serão realizadas no âmbito das atividades da segunda BIENAL MOAC BISS a acontecer durante todo o mês de maio, sob lema Djidiundadi: Intemporalidade e Utopias e a sexta edição da BIENALSUR, sem uma temática preestabelecida e com metodologia convocatória aberta e livre, a acontecer de junho a dezembro, ambos em 2027.

Este marco constitui uma grande responsabilidade para a Bienal de Bissau e ao mesmo tempo para todos os artistas que pretendem demonstrar os seus trabalhos além fronteira.

Para a Bienal de Bissau 2027 cujo lema Djiudiundi – Intemporalidade e Utopias, apresentamos a Nota Conceptual, um documento orientador fundamentado nos ideais da MoAC Biss e ao mesmo tempo voltado para as ações que guiarão a organização do próprio evento. Convidamos a todas as pessoas a consultarem o documento através do link como forma de estarem a par da concepção e de toda a estruturação curatorial.

“A BIENAL DE ARTE E CULTURA DA GUINÉ-BISSAU nasce da necessidade de promover a arte contemporânea guineense através da realização de eventos culturais de grande envergadura, de criar oportunidades de formação e mobilidade para artistas, produtos e produtores, e de dinamizar debates públicos em torno de políticas que contribuam para melhorar o ecossistema cultural e da economia criativa do país. Assim, pretende também reforçar a internacionalização da Guiné-Bissau como palco de grandes eventos culturais.

A edição da Bienal em 2027 propõe, através do lema “Djidiundadi — Intemporalidade e Utopias”, uma reflexão profunda sobre o papel do artista enquanto guardião da memória, transmissor de conhecimento e agente de transformação social.

A palavra Djidiu, termo utilizado na Guiné-Bissau para designar o Griot, remete-nos para uma figura central nas sociedades tradicionais da África Ocidental, particularmente no seio das civilizações Mandinga, Fula ou Bambara, onde estes músicos, poetas e cronistas assumiam a responsabilidade de preservar e transmitir a história, os valores, a filosofia e a identidade dos seus povos.”

Este catálogo é produzido no âmbito da primeira Bienal de Mostra de Arte e Cultura da Guiné-Bissau 2025, sob lema MANDJUANDADI- IDENTIDADES EM LIBERDADE. Um produto vivo da memória histórica e visual de tudo o que aconteceu durante a programação da Bienal de Bissau no ano de 2025. Convidamos a todos a comprarem de modo a poderem estar mais próximos. Para a aquisição desta obra comente nesta publicação e faremos o devido seguimento.

“A Guiné-Bissau possui um rico, diversificado e dinâmico mosaico cultural. As cosmovisões alicerçadas nas tradições populares dos diferentes grupos étnicos geraram e moldaram vivências, práticas, saberes, rituais, manifestações, festividades, linguagens, expressividades e criações artísticas em diferentes contextos espaciotemporais, cujos ativos transportam grande valor simbólico e constituem a matriz do que se designa por “guinendadi”.

A MoAC Biss assume-se como um mecanismo de mobilização de visões, objetivos, resultados e ações capazes de produzir mudanças na forma como é abordada a arte e a cultura, um mecanismo que assenta num processo de diálogo que resulte na construção de estratégias múltiplas, tanto na caracterização setorial como na definição dos eixos estratégicos prioritários, partindo do potencial produtivo, económico e da disponibilidade e circulação dos produtos e produtores culturais nos mercados nacionais e internacionais. 

A concretização desse programa só é possível graças ao somatório de parcerias estratégicas estabelecidas ao nível do sector privado e da cooperação bi/ multilateral, que em muito contribui para a mobiliza- ção dos equipamentos necessários, para a deslocação de artistas e pensadores globais à Guiné-Bissau e para que as ações da Bienal possam ter a cobertura e divulgação necessárias.”

 

Nos dias 25, 28, 29 e 30 de Maio, decorre em Lisboa o Colóquio em torno do legado intelectual, político e cultural de Mário Pinto de Andrade, figura central do pensamento anticolonial africano, fundador do MPLA, ensaísta, etnógrafo, tecelão de redes transnacionais entre África, Europa e as diásporas negras. Para mais informações, descarregue aqui o programa completo do evento em PDF e livro de resumos também em PDF aqui.

 

A Fundação MoAC Biss tem o prazer de convidar o público guineense, jornalistas, associações culturais, criadores e produtores culturais, artistas e amantes de arte e cultura, para a inauguração da exposição Mostra de Materiais Diversos, no âmbito da residência artística Kaminhus di Arti – Memória, Produções e Movimento, no dia sábado, 9 de maio, às 17h:00, na Tiniguena, Bissau.

Assinalando os 50 anos da independência dos PALOP, “Kaminhus di Arti” propõe uma reflexão crítica e criativa sobre os caminhos decoloniais já trilhados e os futuros possíveis, convocando a arte como espaço de pensamento, memória e transformação.

Sob a curadoria de Bárbara Wahnon, Rita de Matos e Welket Bungué, e inspirada na figura do Djidiu — guardião da oralidade, da história e da transmissão da cultura — a residência artística de 3 semanas, desenvolve processos que cruzam performance, som, imagem, texto e artes plásticas, afirmando práticas artísticas enraizadas na relação com o território e com o coletivo.

A exposição apresenta os resultados deste processo, reunindo cinco artistas multidisciplinares — três artistas internacionais convidados com percurso consolidado, entre os quais, Kimi Djabaté (Djidiu, Músico, Guiné Bissau), Melissa Rodrigues (Artista visual, Arte-educadora, Artista performer, Cabo Verde) e António Tavares (Coreógrafo, Artista performer, Agitador Cultural, Cabo-Verde) e dois artistas nacionais emergentes e residentes na Guiné Bissau, selecionados através de uma open-call, entre os quais, a dupla Ismael Cassamá & Idumo Ricardo L. Costa (Teatro, Artista performer, Dança) e Quimenaghalo Catinimbo (Artesã Têxtil, Artes Plásticas) — num diálogo intergeracional que atravessa linguagens, experiências e geografias.

Este projeto integra o programa de preparação da Bienal de Bissau 2027 e conta com o financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian e apoio do Instituto Camões.

Contamos com a sua presença para celebrar este momento.

A Equipa do Projeto Kaminhus di Arti